Por vezes, as coisas correm-nos muito mal. E quando nos apetece ficar sós, por breves momentos, por algumas horas. Devemos pensar no que interessa em vez de responder de uma forma sumária, sem reflectir os nossos actos, filtrar a lixeira que nos impingem neste mundo louco, através da Comunicação Social e da multimédia.
Mas o que interessa é correr, escrever, ler, pintar, criar, desabafar, não interessa, mas nunca desesperem, nunca! Há que lutar! Há que viver! Há que sentir! Dar um passeio na praia ou no campo, inspirar uns bons litros de Ar Purificador e expirar toda a tristeza dentro de nós. Pensem noutros Povos, que sofrem as mais (a)variadas atrocidades e comparem com as vossas vidas. Vale a pena ficarmos desesperados? Por nós? Claro que não. Por eles? Óbvio que sim, mas numa altura, mais contida, no ponto de vista sentimental. Reflictam sobre as vossas atitudes diárias, não adquiram o mal dos outros. Nem tudo é mau na nossa vida!
Em vez de pensar apenas nas nossas desgraças, deveríamos pensar como poderíamos resolver as dos outros. Normalmente, as ideias, tendem a surgir, quando pensamos sobre os problemas dos outros. Porque será que o facto de nos colocarmos noutra perspectiva, noutro ponto de visão, produzem, muitas vezes, mais e melhores ideias?
O cérebro humano é deveras divinal, contém dentro de si, bem no subconsciente, um sentimento protector de comunidade. Digamos que desenvolve-se a pensar nos outros. Deve ser por isso que os Senhores do Mundo injectaram no nosso sangue, a cultura do “Eu e apenas eu, mais ninguém”, do egoísmo, da ganância e do egocentrismo. Assim, ficamos limitados no pensamento e nunca desenvolveremos as outras perspectivas da vida. Ficamos fechados no nosso Ego. Sós no pensamento e no espaço.
Vejo o Mundo Separado do Amor.
Sinto a Humanidade abraçada ao Ódio.
Será a Esperança, apenas um rumor?
Ou será a Morte, elevada lá no pódio?
O nada foi construído pelo vazio.
Cheio de tudo e sempre a somar.
Procurando, com o seu malfadado bafio.
A Alma do humilde, para a tomar.
A destruição do nosso pequeno mundo pacífico.
Faz-se acompanhar pelo desespero de o manter.
Caindo-se na mercê de um horror bem específico.
Acumulando em nós, um grito difícil de conter.
Mas, sem darmos conta.
Sentimos uma vitaminada vontade.
De lidar com tamanha afronta.
Lutar pelos nossos e pela Liberdade.


Terça-feira, 6 Fevereiro, 2007 ás 1:00 pm |
Pois é verdade o que diz, caro Sentinela, mas estas “caixinhas” também tem muito de “eu”…
É cada vez mais necessário irmanarmo-nos com almas idênticas e pormos os nossos “eu-sinhos” no seu devido lugar para que metas, objectivos, e superiores Ideais possam fazer sentido. Uma flecha facilmente se parte mas muitas juntas é mais difícil!
P.s. – se bem me lembro você, não é daqui do Norte, pois não?
Grande abraço
Quarta-feira, 7 Fevereiro, 2007 ás 12:08 am |
««Pois é verdade o que diz, caro Sentinela, mas estas “caixinhas” também tem muito de “eu”…
É cada vez mais necessário irmanarmo-nos com almas idênticas e pormos os nossos “eu-sinhos” no seu devido lugar para que metas, objectivos, e superiores Ideais possam fazer sentido. Uma flecha facilmente se parte mas muitas juntas é mais difícil!»»
Nem mais, caro Legionário, nem mais. . .
Sem dúvida que os muitos “eus” poderão transformar-se rapidamente em
“NÓS”.
Uma só flecha, não mata a Besta enfurecida.
Uma só mente, não vence a coragem esquecida.
Mas se mil flechas, forem lançadas em sintonia.
Mil feridas irão gritar, numa perfeita sinfonia.
««P.s. – se bem me lembro você, não é daqui do Norte, pois não? »»
Não, não sou. Trabalho e vivo em Portalegre, no Altíssimo Alentejo(famílias alentejanas), mas com fortes ligações Beirãs.
Saudações Guerreiras.